Quaresma quebra o silêncio e arrasa tudo: de Rúben Dias a Cristiano Ronaldo e ao Presidente da Federação!
O antigo internacional português não poupou críticas à prestação da Seleção Nacional no Mundial 2026 e apontou o dedo às vacas sagradas e à estrutura diretiva após a eliminação frente a Espanha.
A eliminação de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026 continua a deitar faíscas e promete deixar marcas profundas na estrutura do futebol nacional. Ricardo Quaresma, conhecido por não ter papas na língua, assumiu o papel de principal crítico da comitiva lusa. Após a derrota por 1-0 frente a Espanha nos oitavos de final, o “Mustang” dinamitou o ambiente com declarações avassaladoras que visaram não só o plano de jogo, mas também o capitão Cristiano Ronaldo e o próprio Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
O tenso bate-boca em direto com Rúben Dias
Tudo começou durante a transmissão da LiveMode TV, onde Rúben Dias foi convidado a reagir à eliminação. O defesa-central do Manchester City tentou relativizar a derrota, elogiando a exibição da equipa:
“Da minha experiência na Seleção, de jogar contra a Espanha, provavelmente foi um dos jogos mais conseguidos que fizemos… Frustração por sentir que tínhamos pernas para mais”, afirmou Dias.
Quaresma, que estava presente no painel, saltou imediatamente ao caminho do central:
“Não concordo muito com o que estás a dizer. Desde o início até agora, acho que podiam dar muito mais. Estão num patamar muito elevado, quase todos vós são considerados dos melhores do mundo… A Espanha é boa seleção, é. Mas temos seleção suficiente para ganhar à Espanha.”
O antigo extremo criticou fortemente o estilo cinzento da equipa: “Senti-vos a jogar muito para trás, para o lado, muito na posse de bola, a não buscar muito a profundidade… a posse de bola não ganha jogos.”
Rúben Dias tentou ripostar, justificando que Portugal tem excelentes individualidades, mas carece do conceito de jogo coletivo enraizado que os espanhóis têm desde as camadas jovens, apelidando a visão de Quaresma de “redutora” e agarrada ao “individualismo/virtuosismo”. Quaresma interrompeu-o para exigir que se tire partido de quem desequilibra: “Temos o Rafael Leão, o Pedro Neto, o Francisco Conceição… Não se trata apenas de andar a trocar passes.” Dias fechou a discussão recusando “loucuras” táticas: “Não pode ser ‘pum, pum, pum, tudo para a frente’.”
O ataque a Cristiano Ronaldo: “O tempo não para para ninguém”
Se o confronto tático com Rúben Dias já tinha aquecido os ânimos, Quaresma guardou os tiros mais certeiros para os microfones da imprensa na zona mista, onde questionou diretamente o estatuto de intocável de Cristiano Ronaldo no ataque da Seleção durante este Mundial.
“Temos de ter a coragem de ver o que está à nossa frente. O Cristiano é o maior da nossa história, mas o futebol e o tempo não param para ninguém. Ver uma Seleção refém de um nome, a jogar para o recorde de um jogador em vez de jogar para ganhar o jogo, custa muito a quem deu a vida por esta camisola. Faltou coragem para mexer onde era preciso e fomos eliminados sem honra nem glória”, atirou o carismático ex-jogador, visivelmente agastado com a falta de rotatividade na frente de ataque.
Presidente da Federação e Roberto Martínez na linha de fogo
As balas de Quaresma não ficaram pela liderança dentro do campo e subiram até aos gabinetes. O antigo internacional apontou o dedo diretamente ao Presidente da FPF, Fernando Gomes, e à gestão que tem sido feita no topo do futebol português, criticando a insistência num projeto técnico liderado por Roberto Martínez que, segundo ele, já dava sinais de esgotamento.
“A culpa disto não é só de quem joga. Vem de cima. O Presidente da Federação tem de perceber que o crédito da rota dourada acabou. Manter uma estrutura que não questiona as opções do treinador e que prefere o politicamente correto em vez da exigência máxima é o que nos trouxe aqui. Roberto Martínez já tinha mostrado ao que vinha e a estratégia dele foi um falhanço total. Alguém tem de assumir as responsabilidades e limpar a casa, porque o talento desta geração está a ser deitado ao lixo por pura incompetência política e desportiva”, concluiu Quaresma.
A contestação subiu de tom e, com as declarações incendiárias de uma das figuras mais queridas dos adeptos portugueses, a Federação Portuguesa de Futebol enfrenta agora uma das maiores crises de opinião pública dos últimos anos.



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