João Gabriel arrasa Rui Costa

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João Gabriel voltou a criticar a liderança de Rui Costa no Benfica, questionando publicamente se o presidente reúne condições para se manter no cargo. Numa publicação, o antigo diretor de comunicação aponta a tribuna presidencial da Luz como reflexo da atual direção, defendendo que deveria ser um espaço de influência e projeção do clube, com presença de figuras institucionais relevantes, algo que, segundo diz, não acontece.

 

“Enquanto em Alvalade ou no Dragão vemos o Primeiro-Ministro, ministros, presidentes de câmara e figuras relevantes da sociedade a nível nacional e internacional, na Luz assistimos, jogo após jogo, a uma presença massiva de ex-jogadores (e quase sempre os mesmos). Sinal claro da falta de trabalho institucional, o que obriga depois a ir correr a AR”, critica.

 

João Gabriel considera que o Benfica atravessa um período de grande tensão, sublinhando o desgaste da liderança, erros acumulados e crescente contestação: “A liderança de Rui Costa no Benfica vive hoje um momento de tensão evidente. Os sinais de desgaste acumulam-se, os erros são visíveis e a contestação cresce”.

 

Ainda assim, alerta para a necessidade de distinguir críticas legítimas de tentativas de deslegitimação, recordando que Rui Costa foi recentemente reforçado pelos sócios. Aponta, no entanto, problemas como uma gestão sem rumo claro, aumento do passivo em 189 milhões de euros em cinco anos, perda de influência e uma política de contratações cara e ineficaz.

 

Sobre a recente petição para uma Assembleia Geral, rejeita essa via: “Não creio que essa seja a solução. Seria um ato de instabilidade que pouco acrescentaria à resolução dos problemas reais. Pior: poderia fragilizar ainda mais o clube num momento em que precisa de foco, reorganização e clareza.”

 

Por fim, deixa em aberto um cenário mais decisivo, defendendo que a decisão cabe ao próprio presidente: “Há, no entanto, um cenário distinto que não pode ser ignorado: o próprio Rui Costa reconhecer que já não tem condições para continuar. Essa é uma decisão que só ao próprio compete, mas que exige lucidez e sentido de responsabilidade. Se entender que perdeu capacidade de liderança, apoio interno ou margem para inverter o ciclo desastroso em que mergulhou o clube, então deve assumi-lo com frontalidade.”

 

Conclui reforçando a necessidade de clarificação: “Até lá, importa separar duas coisas: a crítica legítima e necessária — a deslegitimação apressada. O que precisamos mesmo saber é se Rui Costa continua a entender ter condições para continuar.”

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