Villas-Boas atira-se a Benfica e Sporting e fala em “orgulho tripeiro”
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, aproveitou o editorial da mais recente edição da revista Dragões para se ‘atirar’ aos dois maiores rivais Benfica e Sporting, face aos acontecimentos dos últimos tempos envolvendo os dois clubes.
André Villas-Boas foi ao ataque dos maiores rivais na edição da revista Dragões publicada este sábado, com Benfica e Sporting a serem visados de forma detalhada pelo presidente do FC Porto.
Depois de uma vitória muito polémica dos azuis e brancos, no Estádio do Dragão, frente ao Arouca, com direito a uma grande penalidade que deu muito que falar e mereceu reações diretas por parte de vários clubes e jogadores rivais, foi a vez de o líder portista ripostar e falar em “orgulho tripeiro”.
“Caros Portistas, entre a exigência interna e a responsabilidade de honrar e dignificar o nosso Clube, fevereiro foi mais um período em que a nossa identidade teve de falar mais alto do que o ruído com que tentam condicionar o FC Porto na luta pelos seus objetivos”, começou por escrever AVB.
Caros Portistas, entre a exigência interna e a responsabilidade de honrar e dignificar o nosso Clube, fevereiro foi mais um período em que a nossa identidade teve de falar mais alto do que o ruído com que tentam condicionar o FC Porto na luta pelos seus objetivos”, começou por escrever AVB.
“As vitórias frente ao Rio Ave e ao Arouca foram mais uma expressão dessa resposta competitiva, dessa capacidade de voltar a somar, com mérito e convicção, os pontos necessários para manter a distância pontual para os nossos rivais, reconhecendo a importância do nosso público em nos empurrar para a frente até à vitória. Um Dragão que não esquece os seus levantou-se ao minuto 17 para abraçar o Borja, pela perda trágica da sua mãe”, frisou o presidente portista neste editorial.
Após um contexto alongado, foi altura de detalhar tudo o que foi o “combate” do FC Porto contra “insinuações e narrativas fabricadas” fora de campo.
“Fora do campo o FC Porto continua a ter de travar, diariamente, um combate contra uma sucessão de insinuações e narrativas fabricadas, que tantas vezes se afastam da isenção, do rigor e da deontologia que devem orientar quem informa, interpreta e comenta o fenómeno desportivo. Frases como: “Aquela reação do Francisco Moura quando viu que era penálti vale…”, ou “Se calhar Francisco Moura também quer ser apanha-bolas”, ou “O Porto parece, para aí, uma equipa da 4.ª Divisão que está a jogar no terreno do Real Madrid e que está a queimar tempo”, são sintomas de uma cultura que normaliza o desrespeito, que promove o escárnio e que tenta desumanizar quem representa o FC Porto”. continuou.
“Tudo isto faz parte de um padrão que procura criar um ambiente disruptivo, condicionar perceções, fabricar suspeitas e reduzir o FC Porto à caricatura que lhes parece conveniente. E o contraste com a realidade é, no mínimo, revelador. Nos dias seguintes a estas patéticas intervenções, vieram a público episódios que deveriam mobilizar a consciência coletiva da sociedade e que receberam um tratamento muitas vezes tímido, seletivo ou convenientemente ignorado”, frisou André Villas-Boas, antes de referir, um por um, todos esses episódios, nunca referindo o nome destes clubes.
Da entrada de um jornalista negada para a cobertura de um jogo no pavilhão, ao “capitão de um clube” que pontapeou um adversário na cabeça, “num ato de selvajaria”, passando ainda pelo “grupo de media” que foi alvo de “ataques intimidatórios e persecutórios e vítimas de agressão psicológica por parte de adeptos de um clube que cortou relações”.
AVB ainda frisou os incidentes entre adeptos de Benfica e Sporting antes do duelo no futsal, que resultaram em 123 detenções, sem “qualquer reação por parte dos dirigentes desses clubes” terminando com o caso no Estádio da Luz na primeira mão do Benfica-Real Madrid.
“A forma como um caso internacional envolvendo insultos racistas acabou por expor a nu alguns “pensadores” e “especialistas” incapazes de distinguir o valor da vida humana da clubite aguda de que sofrem, chegando ao ponto de recomendar a mentira para evitar males maiores para o seu clube. Isto não é “só desporto”. Isto é falta de cultura, ética, moral e de civismo”, apontou.
André Villas-Boas visou ainda o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, que apresentou queixa contra o FC Porto pela frase “Parece que alguém manda na arbitragem em Portugal e claramente não são os seus dirigentes” foi considerada lesiva, ao contrário das palavras de outro clube, que diziam que Pedro Proença, Duarte Gomes, Nuno Almeida e João Capela trabalhavam a mando de alguns presidentes de clubes.
“O FC Porto não pede privilégios. O FC Porto pede critérios. Pede coerência. Pede responsabilidade. E pede, acima de tudo, que a justiça desportiva e a credibilidade do jogo sejam defendidas com a mesma energia, independentemente do emblema em causa. Já que alguns media, por razões já evidenciadas acima, não o fazem, então que o façam, pelo menos, as instituições que governam o Desporto em Portugal”, reforçou o presidente dos azuis e brancos.
“É por isso que hoje sinto um orgulho enorme em ser Portista. Em saber o que somos e para onde vamos. Em saber o que representamos e em valorizar o que temos. E em ter plena consciência de que, aqui, cada lance, cada jogo, cada vitória, cada título é muito mais do que desporto. É identidade. É resistência. É cultura. É história. É o FC Porto”, completou André Villas-Boas.



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