Bruno Lage na porta de saída

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No futebol, temos todos memória de peixinho. Só nos socorremos da história quando, por acaso, acertámos em algum prognóstico. “Eu não vos disse?”, atiramos à cara dos outros, empolgados por acertar no Totobola à segunda-feira. Arrumamos os nossos falhanços, as nossas previsões erradas, os nossos alvitres tragicómicos numa gaveta, na esperança de que ninguém se lembre de verificar o nosso cadastro. Ora, há uns meses, depois daquele triste e histérico desempenho de Bruno Lage na garagem do Estádio da Luz

No futebol a memória é curta e mandam os resultados – os da última semana. Mas convinha que as decisões não fossem tomadas olhando apenas para a tabela classificativa. O “se for campeão fica, se não for campeão sai” é um critério de mercearia e de mercearia mal gerida. Haverá bons argumentos a favor da continuidade de Lage e bons argumentos a favor da sua saída. Ganhar ou não o campeonato não me parece um deles. É apenas o mais fácil

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