O wokismo fez muito mal à esquerda. Era como se na direita nós tivéssemos deixado os racistas e neonazis tomarem a cabeça das coisas”

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No Importa-se de Repetir? desta semana, o politólogo e historiador Jaime Nogueira Pinto, uma das figuras que mais se tem debruçado sobre o crescimento do Chega e da extrema-direita na Europa, analisa a moção de censura chumbada no Parlamento e a vitória da AfD na Saxónia-Anhalt

Sobre a moção de censura, Nogueira Pinto defendeu que, embora não tivesse condições para ser aprovada, a iniciativa do partido liderado por André Ventura acabou por ter utilidade política ao expor as contradições dos restantes partidos que, apesar das críticas ao Governo, votaram contra. “Havia críticas várias de vários partidos de esquerda e também da direita, como a Iniciativa Liberal, mas que depois, por ser o Chega, não votaram de acordo com as críticas que tinham feito”, destacou.

 

Na análise ao crescimento da extrema-direita na Europa, e particularmente à vitória da AfD (Alternativa para a Alemanha), o politólogo enquadrou o resultado numa vaga de contestação às falhas do sistema político, sobretudo do centro e da centro-direita, face às “consequências negativas da globalização”.

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