Confirmado: João Caiado e o regresso de Pote
De um dia para o outro, Fernando Gomes, ex-presidente da FPF, e atual presidente do Comité Olímpico Português (COP), e Pedro Proença, ex-presidente da Liga Portugal e atual presidente da FPF, iniciaram uma luta de galos com, infelizmente, consequências negativas para o desporto português.
Pedro Proença concorreu e perdeu as eleições para o Comité Executivo da UEFA. Um lugar que Fernando Gomes ocupou durante anos e que Proença também desejava. Para tal, escreveu uma carta à UEFA onde informava que o antigo dirigente da FPF apoiava a sua candidatura. Não, afinal não, Gomes negou de imediato, junto dos representantes máximos da UEFA e dos presidentes das 55 federações, tal apoio ao seu sucessor. E acusou Proença de querer destruir o legado deixado pela anterior direção.
Se virmos bem, a eleição para o Comité Executivo seria sempre difícil, já que havia onze candidatos para sete lugares. Mas, sem o apoio do anterior presidente da FPF ficou quase impossível. Questiona o Caro Leitor: é um lugar assim tão importante? Trata-se de um verdadeiro conselho de administração da UEFA, previsto no art. 21.º dos estatutos, onde se tomam as decisões mais importantes para o futebol europeu. Cada federação nacional tem um voto, num processo mais ou menos democrático, que requer uma verdadeira campanha eleitoral. E boas relações com todas as federações nacionais. Ou seja, é importante, tão importante que obrigou o Presidente da Républica a intervir publicamente. E compreende-se, o futebol é um desporto e uma indústria. E é uma matéria que apaixona muitos portugueses. E os políticos gostam, evidentemente, de se associar a manifestações desportivas



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