Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive…
Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive… ou não.
Fotis Ioannidis é internacional grego, selecção onde soma 22 internacionalizações, sendo titular em treze delas. Chegou ao Sporting CP a troco de 22 M€, proveniente de um clube, o Panathinaikos, onde, para além de figura destacada, era imprescindível no rendimento da equipa
Neste contexto e com este estatuto, chega ao plantel do Sporting CP e é relegado para uma condição de suplente. Tendo a época já se iniciado e concorrendo posicionalmente com um jogador, Luís Suárez, que correspondia aos desejos dos responsáveis e às necessidades da equipa, a suplência era uma inevitabilidade.
No entanto, longe de demonstrar perturbação ou incómodo com esta realidade, Ioannidis, sempre que é chamado no decorrer dos jogos (tem uma média de 19,8 minutos por jogo na condição de suplente utilizado), fá-lo com aplicação, entrega e disponibilidade colectiva assinaláveis, acrescentando valor ao rendimento da equipa.
O exemplo elucidativo deu-se no recente jogo da Taça da Liga contra o Alverca. Fazendo parte de uma equipa constituída essencialmente por habituais suplentes e com “miúdos” oriundos da formação, Ioannidis, longe de apresentar menor aplicação, amuo ou tiques de vedetismo, demonstrou uma humildade surpreendente, com uma entrega permanente ao jogo. Correu, atacou, defendeu, marcou e assistiu, contribuindo, de forma decisiva, para o rendimento colectivo da equipa. Melhor exemplo para todos os jovens jogadores, e demais colegas, não poderia ter existido.
Como já foi possível verificar, Ioannidis possui uma elevada qualidade futebolística, com características individuais específicas, que contribuirá, talvez como titular, para o sucesso futuro do Sporting CP. Mas com a sua atitude competitiva já demonstrou ter outro nível de qualidade. E num período onde proliferam vários maus exemplos de egoísmo, vedetismo, inadaptação, convém destacar este exemplo de profissionalismo e humildade, colocando o interesse colectivo acima do individual.
Alguns poderão dizer que mais não faz do que a sua obrigação ou que ainda está na fase de “lua de mel” com o Sporting CP, mas quantos não fazem essa obrigação ou “traem” o clube à primeira contrariedade?



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